domingo, 7 de fevereiro de 2021

Esquerda se divide sobre 'bloco na rua' de Haddad


A declaração do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) sobre colocar o bloco na rua, em referência a uma possível candidatura em 2022, provocou reações diversas entre as lideranças de esquerda.

Algumas legendas têm visto o movimento como um lançamento antecipado e não discutido com os demais partidos e suas lideranças. Já outras lideranças, concordam com iniciativa de Haddad, considerando o direito de o PT disputar a Presidência da República por decisão própria.

O governado do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), defende o posicionamento de Fernando Haddad, e o direito de o partido laçar candidato, mas pondera que as questões são outras, ou seja, qual o programa e quais alianças para derrotar Bolsonaro?

O deputado federal André Figueiredo (PDT), aliado do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), não concorda com o posicionamento do PT, em lançar candidato. O parlamentar criticou o partido por já demonstrar que novamente não abrirá mão de uma eventual cabeça de chapa para apoiar Ciro, nome mais bem colocado, segundo ele.

Entre os descontentes também está o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire. Ele classifica a decisão de Lula e de Haddad como uma dificuldade para que a esquerda possa se alinhar em torno de um nome só.

Em posição intermediária, líderes do PSOL, como o deputado federal Marcelo Freixo e Guilherme Boulos, evitaram criticar abertamente Fernando Haddad e Lula, mas se posicionaram contra a decisão de definir um nome neste momento. Ambos defendem o momento como uma oportunidade para discutir um projeto conjunto para o país.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário